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A base do Palmeiras nos últimos 5 anos: Pouca utilização profissional, muita receita.

A Pluri Consultoria realizou um estudo sobre a utilização da base nas principais equipes do futebol brasileiro. A pesquisa levantou os minutos jogados por atletas revelados em seus clubes nos últimos 5 anos (de 2015 à 2019).

Não é surpresa que o Palmeiras seja um dos últimos colocados no ranking de minutagem da base no profissional. O clube foi o 20º colocado em uma lista com outras 22 equipes, ficando só atrás de Ceará e Chapecoense. As Crias da Academia atuaram em 6,3% dos minutos do profissional nos últimos 5 anos, bem longe da média nacional de 19%.

 

Clubes que mais utilizaram atletas formados na base nos últimos 5 anos

Fonte: PLURI Data. Elaboração: PLURI Consultoria

Fonte: PLURI Data. Elaboração: PLURI Consultoria

 

O uso da base do Palmeiras nos últimos 5 anos

A média alviverde poderia ser ainda menor se seguisse a tendência de utilização da base de 2017 e 2019, justamente os únicos anos, dos últimos cinco,  em que o Palmeiras não conquistou títulos. Matheus Sales e João Pedro foram os mais usados em 2015, Gabriel Jesus em 2016, Victor Luis em 2018. Mesmo nesses anos com um pouco mais de utilização, a média do clube não livraria o clube do “Z-4” deste ranking.

Importante ressaltar que o estudo da Pluri considera todos atletas que tenham passagem pela base do clube, não apenas àqueles que estão nos primeiros anos como profissionais.

 

Utilização base Palmeiras últimos 5 anos.

Fonte: PLURI Data. Elaboração: PLURI Consultoria

 

Enquanto a base era pouco utilizada no profissional, os meninos seguiam vencendo títulos relevantes. O Sub-20 foi campeão brasileiro em 2018 e da Copa do Brasil em 2019. O Palmeiras também foi o clube que mais cedeu jogadores para a seleção brasileira em 2018 e para o Sul-americano sub-20, Sul-americano sub-17 e Copa do Mundo sub-17, todos realizados em 2019.

Por questões de filosofia do próprio Palmeiras e também de alguns técnicos que passaram no clube nesses últimos cinco anos, os atletas mais jovens acabaram preteridos por outros. Alguns foram emprestados para receber experiência profissional, outros foram vendidos sem sequer jogar pelo profissional.

Em 2020 a história deve ser diferente. Até o momento, atletas formados no clube jogaram 20% dos minutos disputados pelo Palmeiras no Campeonato Paulista (até a 5ª rodada). Foram 999 minutos ao todo distribuídos entre Victor Luis, Gabriel Menino, Patrick de Paula, Wesley e Gabriel Veron. Considerando apenas os recém promovidos, esses minutos caem para 569 minutos, o que já é o dobro do que atletas nesse estágio jogaram no Paulistão nos últimos 3 anos (2017, 2018 e 2019) somados!

 

Para ver mais detalhes sobre o relatório da Pluri Consultoria, acesse o link: Categorias de base no Brasil

 

Minutos jogados pela base x valores de transferências

Mesmo sem ser muito usada, a base do Palmeiras já é muito importante para a manutenção do clube forte que vimos nos últimos cinco anos. Com a continuidade do projeto que já é desenvolvido e o aumento do espaço para os meninos que está programado para 2020, a tendência é que a base dê ainda mais retorno financeiro e passe a dar retorno técnico para a equipe principal.

Se o Palmeiras é o 20º clube em utilização da base entre os 22 analisados pela Pluri Consultoria, ele é o 6º colocado no valor recebido com transferências de jogadores formados no clube. Os dados foram reunidos pelo Base Palmeiras de acordo com valores divulgados no Transfermarket e contam apenas os o recebido no momento da venda, e não possíveis comissões, bônus ou valores adicionais de transferências futuros (devido a manutenção de direitos ou pelo mecanismo de solidariedade da FIFA).

O ranking de receita de vendas com a base é bem diferente do de utilização, com Palmeiras e Flamengo ganhando muitas posições no ranking. O resultado pode ser explicado pela maior estabilidade financeira dos dois clubes nos últimos anos, que permitiram que fosse possível fazer melhor negociações e não vender atletas por qualquer valor, principalmente no caso rubro-negro.

A lista das transferências também ressalta como o trabalho na base é fundamental para a valorização dos atletas, já que muitos foram vendidos com pouquíssima minutagem como profissional ou antes de conquistar maiores protagonismos.

Vinicius Jr (Flamengo), Tetê (Grêmio), Fernando, Vitão e Luan Cândido (Palmeiras), João Pedro (Fluminense), Vitinho e Brazão (Cruzeiro) e Yan Couto (Coritiba), Tuta (São Paulo) são exemplos de atletas vendidos com nenhuma (ou quase nenhuma) minutagem profissional. David Neres, Reinier e Rodrygo, monitorados desde novos, foram negociados após uma pequena quantidade de jogos no profissional onde conseguiram mostrar um pouco do que já faziam na base.

Fica claro que as convocações para seleções de base, desempenho das categorias inferiores (principalmente para aqueles que são destaque desde o sub-15/sub-17), são fundamentais para a valorização de um atletas, mesmo que sem ou com pouca minutagem como profissional.

Torneios no exterior com os clubes também ajudam a valorizar os atletas e os tornarem mais disputados no mercado. Flamengo e Palmeiras, por exemplo, participam muitas competições contra grandes europeus. O São Paulo, reconhecido clube formador, diminuiu muito sua participação em gramados internacionais após perder alguns atletas como Augusto e Gustavo Hebling, que foram, respectivamente, para Real Madrid e PSG após não renovar com o tricolor paulista.

Grêmio e Athetico, em especial, conseguem mostrar como ter um padrão de jogo e uma medida clara de utilização de atletas formatos no clube tornam as vendas mais rentáveis. Os dois clubes também são os que mais conquistaram troféus com jogadores criados no clube como principais protagonistas. Ambos conseguem lapidar os jovens ao estilo do grupo principal, oferecem minutos aos meninos e costumam colher a médio prazo muito retorno técnico e de receita, mesmo que não fossem não “hypados” na base.

 

Receitas com vendas de atletas formados na base nos últimos 5 anos

 

1) Flamengo –  € 146.500.000,00 (8 jogadores) 

Reinier (2020) –  € 30.000.000,00
Léo Duarte (2019) – € 11.000.000,00
Jean Lucas (2019) – € 8.000.000,00
Paquetá (2018) – € 35.000.000,00
Felipe Vizeu (2018) –  € 5.000.000,00
Vinicius Jr (2017) – € 45.000.000,00
Jorge (2016) –  € 8.500.000,00
Samir (2015) –  € 4.000.000,00

 

2) Santos –  € 101.500.000,00 (5 jogadores) 

Rodrygo (2018) – € 45.000.000,00
Thiago Maia (2016) –  € 14.000.000,00
Gabriel Barbosa (2016) – € 29.500.000,00
Geuvânio (2016) – € 11.000.000,00
Emerson (2015) –  € 2.000.000,00

 

3) Grêmio –  € 81.650.000,00  (8 jogadores)

Luan (2020) –  € 5.000.000,00
Tetê (2019) –  € 15.000.000,00
Arthur (2018) –  € 31.000.000,00
Jailson (2018) – € 4.000.000,00
Grohe (2018) – € 2.750.000,00
Pedro Rocha (2017) – € 12.000.000,00
Walace (2016) – € 9.000.000,00
Marcelo Hermes (2015) –  € 2.900.000,00

 

4) Athletico –  € 71.500.000,00 (10 jogadores)

Leo Pereira (2020) – € 7.000.000,00
Renan Lodi (2019) – € 25.000.000,00
Pablo (2019) – € 6.000.000,00
Sidcley (2018) –  € 5.000.000,00
Marcos Guilherme (2018) –  € 5.000.000,00
Otavio (2017) – € 5.000.000,00
Hernani (2016) – € 8.000.000,00
Nathan(2015) – € 4.000.000,00
Cirino (2015) – € 3.500.000,00
Manoel (2015) – € 3.000.000,00

 

5) Fluminense –  € 64.000.000,00  (10 jogadores)

Pedro (2019) – € 11.000.000,00
João Pedro (2018) – € 2.500.000,00 (pode chegar a 10 com bonificações)
Ayrton Lucas (2019) – € 7.000.000,00
Ibanez (2019) – € 4.000.000,00
Gustavo Scarpa (2018) – € 1.500.000,00
Douglas (2018) –  € 1.000.000,00
Wendel (2018) –  € 7.500.000,00
Marlon (2018) –  € 5.000.000,00
Gerson (2017) – € 16.500.000,00
Kenedy (2015) – € 8.000.000,00

 

6) Palmeiras –  € 62.500.000,00  (8 jogadores)

Vitão (2019) – € 4.000.000,00
Artur Victor (2019) – € 6.000.000,00
Thiago Martins (2019) – € 2.000.000,00
Luan Candido (2019) – € 8.000.000,00 (Pode chegar a 10M)
Fernando (2018) –  € 5.500.000,00
João Pedro (2018) – € 4.500.000,00
Daniel Fuzato (2018) – € 500.000,00
Gabriel Jesus (2016) – € 32.000.000,00

 

7) São Paulo –  € 56.300.000,00  (9 jogadores)

Tuta (2019) – € 1.800.000,00
Rodrigo Caio (2019) – € 5.000.000,00
Militão (2018) –  € 4.000.000,00
Marquinhos Cipriano (2018) – € 1.000.000,00
Luiz Araujo (2017) –  € 10.500.000,00
Lyanco (2017) –  € 7.000.000,00
David Neres (2016) –  € 15.000.000,00
Ewandro (2016) –  € 3.000.000,00
Boschilla (2015) –  € 9.000.000,00

 

8) Corinthians –  € 48.000.000,00  (7 jogadores)

Pedrinho* (2020) – € 20.000.000,00
Maycon (2018) –  € 6.500.000,00
Guilherme Arana (2017) – € 11.000.000,00
Leo Jabá (2017) – € 2.000.000,00
Matheus Pereira (2016) – € 2.000.000,00
Malcom (2015) –  € 5.000.000,00
Matheus Cassine (2015) – € 1.500.000,00

*Ainda não consolidada

 

9) Vasco –  € 42.500.000,00  (6 jogadores)

Evander (2019) € 2.500.000,00
Paulinho (2018) –  € 18.500.000,00
Mateus Vital (2018) –  € 2.000.000,00
Douglaz Luiz (2017) – € 12.000.000,00
Luan (2017) – € 3.000.000,00
Danilo (2015) – € 4.500.000,00

 

10) Atlético MG –  € 29.200.000,00 (6 jogadores)

Cleiton (2020)* –  € 5.000.000,00
Alejandro (2019) –  € 3.000.000,00
Bremer (2018) –  € 5.800.000,00
Marco Tulio (2018) –  € 900.000,00
Jemerson (2015) – € 11.000.000,00
Giovani Augusto (2015) – € 3.500.000,00

*ainda não oficializada

 

11) Internacional –  € 23.000.000,00  (5 jogadores)

Juan Allano (2019) – € 2.000.000,00
Iago (2019) – € 7.000.000,00
Marcinho (2019) – € 1.000.000,00
William (2017) – € 5.000.000,00
Alisson (2016) – € 8.000.000,00

 

12) Cruzeiro –  € 18.895.000,00  (9 jogadores)

Murilo (2019) – € 2,5.000.000,00
Raniel* (2019) – € 3.000.000,00
Mayke (2019) – € 3.000.000,00
Brazão (2019) – € 2.000.000,00
Vitinho (2018) –  € 2.300.000,00
Allano (2018) –  € 265.000,00
Elber (2017) – € 130.000,00
Rony (2016) – € 3.700.000,00
Bruno Viana (2016) – € 2.000.000,00

 

13) Goias –  € 15.700.000,00  (3 jogadores)

Michael (2019) – € 7.500.000
Carlos Eduardo (2018) – € 5.200.000
Erik (2015) – € 3.000.000

 

14) Coritiba –  € 13.530.000,00 (7 jogadores)

Yan Couto* (2020) – € 6.000.000
Guilherme Parede (2020) – € 720.000
Dodô (2018) – € 2.000.000
Juninho (2017) – € 3.000.000
Raphael Veiga (2017) – € 1.3000.000
Zé Rafael (2017) – € 148.000
Chico (2016) –  € 362.000

 

 

15) Botafogo –  € 13.700.000,00  (6 jogadores)

Ezequiel (2019) – € 1.200.000,00
Jonathan (2019) – € 1.000.000,00
Matheus Fernandes (2019) – € 4.000.000,00
Igor Rabello (2019) – € 3.000.000,00
Ribamar (2016) – € 2.500.000,00
Gilberto (2015) – € 2.000.000,00

 

16) Bahia –  € 11.325.000,00 (7 jogadores)

Rodrigo Becão (2019) – € 1.600.000
Paulinho (2019) – € 700.000
Junior Brumado (2018) – € 2.250.000
Jean (2017) – € 1.500.000
Juninho Capixaba (2017) – € 1.500.000
Gustavo Blanco (2017) – € 275.000
Bruno Paulista (2016) – € 3.500.000

 

17) Avaí –  € 5.800.000,00 (4 jogadores)

Guga (2018) – € 1.800.000
Dionathã (2017) – € 745.000
Marcelinho (2017) – € 262.000
Gabriel Magalhães (2016)  – € 3.000.000

 

18) Vitória –  € 5.600.000,00 (2 jogadores)

Lucas Ribeiro (2019) – € 3.000.000
David (2018) – € 2.600.000

 

19) Sport –  € 4.555.000,00 (3 jogadores)

Everton Felipe (2018) – € 1.400.000
Renê (2016) – € 955.000
Joelinton (2015) – € 2.200.000

 

20) Ceará –  € 2.550.000 (2 jogadores)

Felipe Jonatan (2018) – € 1.400.000
Arthur Cabral (2018) – € 1.150.000

 

21) Chapecoense –  € 2.000.000 (1 jogador)

Hyoran (2016) – € 2.000.000

 

22) Fortaleza –  € 209.000 (1 jogador)

Jean Mota (2015) – € 209.000

 

 

A mudança na filosofia de utilização da base do profissional é fundamental para a manutenção de uma equipe forte. Com o trabalho consolidado nas categorias inferiores, a tendência é que cada vez mais atletas com potencial possam chegar a equipe principal. Bem lapidados, podem dar mais retorno técnico e financeiro.

Além de valores milionários com vendas, a utilização de bons jovens jogadores diminuem custos com a folha salarial e com a contratação de atletas para “compor elenco”, permitindo que o investimento do clube seja exclusivo para aqueles com maior status de protagonismo.

Os jovens formados no clube também costumam ter mais identificação com a torcida, com o clube e com uma filosofia de jogo  que existe desde a base. As equipes Sub-15, sub-17 e sub-20 jogam com mais ofensividade, bola no chão e meio campistas leves, características que o clube busca implementar este ano na equipe profissional.

 

 

 

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